Rebranding – uma tendência que vale a pena embarcar

Vemos com cada vez mais frequência marcas remodelando seus logotipos, mudando a linguagem verbal e/ou visual e se reposicionando no mercado. O exemplo mais recente é o da Pontofrio, que se transformou em Ponto :>. Veja o vídeo:

“Essa é uma mudança muito importante no Pontofrio. Demos um grande salto, a marca ficou mais jovem, mais moderna e inovadora. E também trouxe mais protagonismo a uma personalidade irreverente, bem-humorada e focada no digital”, afirma Ilca Sierra, diretora de marketing e marca da Via Varejo.

Essa tendência existe por um motivo muito sólido: as pessoas estão mudando, e seu comportamento como consumidores também. As empresas devem acompanhar a evolução do público alvo se quiserem aumentar a cartela de clientes e fidelização.

Principalmente no contexto de hiper digitalização do dia-a-dia, as marcas devem não só estar presentes na internet, onde tudo acontece muito rápido, como responder à altura às tendências e até mesmo antecipá-las.

Essas mudanças de posicionamento são chamadas de rebranding, e podem ser aplicadas à identidade visual, linguagem, relação com o consumidor, produtos e serviços oferecidos, ou a proposta como um todo.
A marca deve encontrar um equilíbrio ao fazer o reposicionamento para que não se descaracterize completamente, perdendo o público anteriormente conquistado.
Quando uma marca deve fazer seu rebranding?

A motivação é diversa, mas o objetivo é comum: otimizar a imagem da empresa.

Demanda do mercado: em resposta à crise ou alta concorrência, para se manter competitiva;
Demanda do público: estreitar o relacionamento, suprir novas necessidades, e
Avaliação interna: necessidade de mudança de público, valor percebido, entre outros.

Atenção: Nem sempre as empresas buscam se reposicionar para sair de uma crise. Isso significa que mesmo uma empresa consolidada pode e deve se manter em constante mudança, ou corre grande risco de ficar ultrapassada. A Kodak é um exemplo de empresa que perdeu o timing, ao não dar atenção à crescente demanda de câmeras digitais e insistir no mercado de revelação de fotos, abrindo margem para a concorrência e consequentemente perdendo sua liderança, nunca mais recuperada.

A marca de cosméticos Quem Disse, Berenice?, por exemplo, percebeu a vontade do público em interagir mais intensamente com a marca e entre si, revelando a oportunidade de criar um espaço exclusivo para a comunidade no app da QDB.

A criação desta feature no app foi favorável à marca não só por atender o desejo do público, mas principalmente por criar um novo canal de registro de informações muito denso, facilitando a análise do comportamento deste público.

Outra mudança, agora voltada aos produtos, veio para sanar uma necessidade de cuidados com a pele, o que culminou na criação da linha Skin.q. Porém, ao manter-se atenta ao público, a Quem Disse, Berenice? descobriu a real necessidade: produtos que embelezem e tratem a pele ao mesmo tempo. A marca prometeu, então, que o conceito de “beautycare” viria a ser contemplado nos próximos lançamentos.

Agora que você já sabe um pouco mais sobre rebranding, como e quando ele deve ser aplicado, que tal fazer uma análise da sua marca? Faça as seguintes perguntas:

  • Como têm sido os feedbacks em cada canal de venda?
  • Existe algo que possa ser melhorado no processo de venda, no produto em si ou no pós venda?
  • Como a concorrência está se comportando?
  • Será que minha identidade visual já passou do prazo de validade e precisa ser renovada?
  • Minha empresa está se comunicando corretamente com o público que almeja?

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